quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Apoio do Coletivo Barricadas Abrem Caminhos

“Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural NADA deve parecer IMPOSSIVEL DE MUDAR.”
 Bertold Brecht
A população teresinense vivencia nos últimos dias momentos históricos de luta d@s estudantes e trabalhadores em defesa de um transporte público de qualidade, que atenda a suas reais necessidades e assegure o seu constitucional direito de ir e vir. As manifestações se intensificaram após sofrerem mais um golpe do poder publico municipal, em conchavo com o empresariado dos transportes urbanos de Teresina, que aumentou o preço da tarifa de R$1,90 para R$2,10, falseado por um modelo de integração fajuto que de forma alguma contempla os interesses dos usuários.

Na tentativa de barrar as manifestações populares, o Prefeito Elmano Férrer (PTB), junto com o governador Wilson Martins (PSB), tem utilizado de todas as forças repressoras para agredir, prender, humilhar e criminalizar, acusando inclusive por atos não cometidos, estudantes e trabalhadores que ousam lutar contra a máfia que envolve hoje os transportes urbanos teresinenses. Estão sendo utilizadas todas as forças especiais das policias militar e civil em verdadeiras operações de guerra montadas pelo Estado, guerra contra o povo!
Grandes ataques aos direitos individuais e coletivos são vivenciados nas ruas de Teresina, através de cenas repugnantes promovidas por um verdadeiro fascismo de Estado.  “Agentes de segurança” armados com os mais diversos instrumentos são responsáveis pela repressão aos manifestantes. Para isso, balas são disparadas, bombas “de efeito moral” atiradas, gás lacrimogênio e granadas de fumaça, spray de pimenta, cassetetes e prisões deixam as marcas da democracia e da política de segurança pública aplicada.
E, a democracia propagada nos grandes meios de comunicação pelos agentes da lei se alastra, cidadãos são espancados a cada ação em defesa da “ordem pública”, com direito a mulheres arrastadas e menores apreendidos, em pleno a principal avenida da cidade, Frei Serafim. Com ameaças constantes, como a da promotora de justiça,Clotildes Carvalho, prometendo que com “RONE, PM, GATE, BOPE e Policia CIVIL, serão usados de todos os meios para coibir estas pessoas. Vou pedir prisão de todo mundo”. Mostrando que não são atitudes impensadas de alguns soldados, mas, sim, ações bem planejadas pelo poder publico.
Táticas marcantes da ditadura militar, a exemplo da marcação de indivíduos identificados como “líderes” do movimento, e a quebra de aparelhos dos manifestantes que gravam as atrocidades cometidas são utilizadas, para diminuir os registros das desumanas ações da polícia, alem do uso de perseguições aos poucos profissionais de imprensa independente que tentam se opor à selvageria oficial imposta pela “segurança pública”, e que vão inclusive de encontro à grande maioria dos profissionais de imprensa, que seguem a clara recomendação dos grandes meios de comunicação comprometidos com a máfia SETUT/Prefeitura.
Com seus atos e discursos legitimados pelas repugnantes coberturas “jornalísticas” dos grupos de comunicação do estado, como Meio Norte e Cidade Verde, que apenas propagam as idéias defendidas pelos empresários, e criminalizam os atos de protesto, tentando induzir a opinião publica a se estabelecer contra as manifestações, sob acusações de vandalismo e aparelhamento. É assim que os massacres são armados epromovidos pelas forças que dizem proteger a população. A mesma mídia que defende “surra” em manifestantes que impedem o direito de ir e vir, nada fala quando o sindicato das empresas de ônibus remove todos os veículos das ruas, retirando da população tal direito.
Mas, a postura opressora das forças estatais, em conjunto com a grande mídia, não irá nos calar! Enquanto a policia se arma para a guerra da repressão, nós, estudantes e trabalhadores, nos organizamos para a luta pelos nossos direitos, que são surrupiados por governos que privilegiam unicamente o empresariado, e deixam a população a mercê de migalhas. Porque mais doloroso e incomodo é a exploração e opressão diária a qual somos submetidos. ”Quando uma lei é injusta, o correto é desobedecer”, alertava Gandhi, e é isso que estamos, e continuaremos, fazendo, lutando contra a esmola oferecida ao povo para ficar quieto, enquanto exploram.
Necessitamos de uma verdadeira revolução nos transportes urbanos de Teresina, que hoje se encontram em péssimas condições estruturais e de serviços, com passagem cara, ônibus desconfortáveis, e lotados, paradas abandonadas, e horários que de forma alguma contemplam as necessidades da população. Por isso lutamos pela imediata redução da tarifa de R$ 2,10 para R$1,75, preço determinado pelo Ministério Público Estadual como justo pela atual condição dos transportes, por uma integração que contemple 100% das linhas de ônibus, com tarifa única, com as linhas operando não somente em horários comerciais, mas em noites e fins de semana, de forma a fornecer opções de mobilidade urbana também para o lazer, e pela municipalização dos Transportes Urbanos de Teresina.
Nos próximos dias teremos mais dias de luta, e a mentalidade brutal da policia não deve se alterar, mas o que deve crescer é a força da luta do povo que está acima destes “agentes”. Há pouco tempo, na semana dos indignados, em agosto/setembro de 2010, presenciamos em Teresina a massiva presença de mais de 20 mil pessoas nas ruas contra o aumento da tarifa, e os homens da “ordem publica” nada puderam fazer diante de tamanha coletividade. O resultado foi a vitória do povo, e a queda da tarifa.
Então, vamos nos organizar e ir às ruas lutar #contraoaumento e por um transporte publico de qualidade! Ato permanente a partir das 9h na praça do Fripisa.Lutando, o que parece devaneio pode, enfim, se tornar realidade!

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